BIO

Patricia Bigarelli é formada pela Accademia De Belle Arti Di Firenze na Itália, onde estudou com grandes mestres da arte contemporânea. A artista trabalha com pesquisas conceituais, materiais de descartes e resgate de memórias de resíduos sólidos. A artista realiza exposições no Brasil e no exterior e em seu trabalho traça relações entre conceito e experimentalismo, em suportes como fotografia, colagem, gravura, pintura, performance, vídeo-arte, instalação e escultura. Grande parte de seus trabalhos traz como pano de fundo a questão da memória e o resgate do patrimônio imaterial das trajetórias de vida e de morte quem compõem o mosaico da história brasileira.

Entre eles, destaca-se a série Não preencha meu silêncio e Penso, logo desapareço, na série NPMS trata-se sobre a história de um perseguido político que foi exilado durante a ditadura militar brasileira e que, por ser homossexual, sofreu toda sorte de abusos e privações de direitos. A série revela sensibilidades de um uma biografia corada pela homofobia, pela solidão e intensidade que podem existir nas interações humanas. Ao recuperar e imprimir uma leitura artística às suas cartas, coleção de selos, fotografias e objetos pessoais, a artista dá vida plástica a um acervo que permaneceu encaixotado e obscurecido durante mais de vinte anos, reavivando seus percursos e honrando sua memória.

A construção visual e plástica de Patricia Bigarelli se encontram num mesmo foco de interesse calcado no esvaziamento da forma em prol da criação sutil de atmosferas cromáticas.

A artista desenvolveu por muitos anos atividades como docente de ensino técnico e superior em diversas instituições, incluindo unidades do Sesc em todo o estado de São Paulo e o consagrado Instituto Europeu de Design (IED). Orientou cursos de cores com deficientes visuais e doentes mentais no Centro de Arte Contemporânea Luigi Pecci, Prato, Itália.

Realizou mais de dez mostras individuais no Brasil e também na Itália, e mais de trinta mostras coletivas desde 1992, com destaque para várias edições da SP Arte e da Chapel Art Show, ambas em São Paulo.

Dando ideia de seu perfil multi-artístico, com domínio de diferentes técnicas e linguagens, vale ressaltar também o trabalho profissional de restauro dos afrescos do Palazzo Pucci, em Florença. Além disso, realizou direção de arte, cenografia, criação e desenvolvimento de identidade visual de shows, fotografias, exposições e peças teatrais.

Realiza exposições no Brasil e exterior e em seu trabalho como artista traça relações entre o conceito e o experimentalismo, sobre suportes como fotografia, fotogravura, gravura, colagem, pintura, instalações, performance e esculturas. Em 2003, retorna ao Brasil para uma mostra de seus trabalhos com o apoio do Instituto Italiano de Cultura. Hoje, vive e trabalha em seu ateliê em São Paulo.

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL